• Governo diz ter votos para aprovar
A PEC que acaba com a escala 6×1 ganhou força no Senado. O governo calcula ter 57 senadores favoráveis à proposta, oito a mais que os 49 votos necessários para aprovar uma mudança na Constituição.
A contagem foi divulgada pelo deputado Reginaldo Lopes, autor da proposta. Para ele, se o texto for colocado em votação hoje, será aprovado.
• Oposição tenta ganhar tempo
Senadores de oposição articulam para que a votação ocorra somente depois do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
Tereza Cristina foi escolhida para negociar o adiamento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro terminou sem acordo.
Rogério Marinho, líder da oposição, afirma que a proposta está sendo usada eleitoralmente e cobra o cumprimento integral dos prazos regimentais.
• Votação pode ocorrer dia 14
O Senado realizou nesta quinta-feira a terceira das cinco sessões de discussão exigidas antes do primeiro turno de votação.
Pelo calendário normal, a PEC poderá ser votada na próxima quarta-feira, dia 14. O governo também articula um calendário especial para acelerar o processo.
• O que muda
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, permite a distribuição do trabalho em cinco dias e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução de salário.
O texto já foi aprovado pela Câmara e pela CCJ do Senado. Se passar sem alterações nos dois turnos do Senado, poderá ser promulgado pelo Congresso.


















