sexta-feira , 6 novembro 2026
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Congresso não aceita renúncia de presidente do Paraguai, que enfrenta processo de impeachment nesta sexta-feira

• Renúncia não é aceita

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou sua renúncia na quinta-feira (5), em meio a uma grave crise bancária, mas continua formalmente no cargo. O Congresso não concluiu a votação sobre sua saída por falta de quórum e decidiu dar continuidade ao processo de impeachment, cujo julgamento prossegue nesta sexta-feira (6).

A Câmara dos Deputados aprovou a acusação por unanimidade, com 78 votos favoráveis, incluindo parlamentares do próprio Partido Colorado, legenda do presidente.

• Crise deixou milhões sem acesso ao dinheiro

A crise começou após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição financeira digital com aproximadamente 3 milhões de clientes.

O banco apresentou graves problemas de solvência, deixando correntistas sem acesso às economias. A investigação também envolve recursos públicos depositados na instituição.

Peña, que assumiu a Presidência em 2023 e tinha mandato até 2028, já foi acionista de uma empresa ligada ao banco. Ele nega irregularidades.

• Julgamento no Senado

A renúncia não foi votada porque parlamentares governistas abandonaram uma sessão conjunta do Congresso. Parte dos legisladores defende a destituição por impeachment, que pode ter consequências jurídicas diferentes da renúncia.

O Senado marcou a apresentação da defesa de Peña para as 10h desta sexta-feira. O presidente pediu mais 72 horas para preparar sua defesa.