MP em pé de guerra contra prefeitura de Anápolis. Gomide faz corpo mole para cumprir decisão da Justiça

O Ministério Público está em pé de guerra contra a Prefeitura de Anápolis. Até agora o prefeito Antônio Gomide (PT) não se moveu para atender a uma decisão da Justiça: a demolição completa do Novo Terminal Urbano (Terminal 2), localizado na Praça Americano do Brasil.

Motivo de ação tão drástica: assegurar a visibilidade e o acesso da população à antiga Estação Ferroviária de Anápolis, que é bem tombado como patrimônio histórico municipal.

A Prefeitura insiste em descumprir a decisão que transitou em julgado em outubro de 2011. No pedido judicial recente, em que o Ministério Público cobra uma ação eficaz do prefeito do município, a promotora de Justiça, Sandra Mara Garbelini, relata que cansou de requisitar informações à prefeitura de Anápolis e à empresa Transportes Coletivos de Anápolis Ltda. Por parte de Antônio Gomide, diz Sandra, não ocorreu resposta convincente e interessada em fazer valer os direitos dos moradores de Anápolis.

Dessa vez, se a Prefeitura não agir rápido, os moradores de Anápolis serão obrigados a pagar multa diária no valor de R$ 10 mil para cada um dos réus, tanto a Prefeitura quanto a empresa que cuida do transporte público da cidade.

O corpo mole do prefeito Antônio Gomide não desacata a promotora. Mas a população de Anápolis que coletou abaixo-assinado, com assinaturas de populares e de inúmeras autoridades e ex-ferroviários. Esse grupo significativo solicitou providências para proteger e recuperar a Estação Ferroviária. Em nome do poder econômico, a Prefeitura permitiu a agressão ambiental.

Existe um grande descontentamento com o prefeito Antônio Gomide na área cultural e na defesa do patrimônio histórico. Anápolis é uma cidade com traços históricos relevantes e que merecem ser preservados. A cultura da estrada de ferro mesmo merece mais atenção por conta de Gomide. Na área cultural, a juventude reclama que não existem eventos e ações culturais relevantes patrocinados pela Prefeitura. Sem investimentos culturais e mesmo com o desacato às ordens judiciais, Anápolis fica isolada no Estado.

O município também não tem um fundo específico para a cultura ou preservação do patrimônio, o que acarreta a imagem negativa da gestão neste setor.