PT só aceita ser cabeça de chapa, diz Humberto Aidar sobre a eleição de 2014

Veja matéria do site do Jornal Opção:

Deputado diz que Gomide está disposto a deixar prefeitura para disputar governo do Estado

Humberto Aidar analisou que ruptura com PMDB é legítima e que prefeito de Anápolis sempre foi o nome do PT para a disputa

Antônio Gomide, segundo o Humberto Aidar, ganha espaço para se movimentar com a negativa de Paulo Garcia em deixar a prefeitura da capital
Marcello Dantas

Após o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), abrir mão de seu nome como pré-candidato ao governo estadual para as eleições deste ano seu colega de partido, o deputado estadual Humberto Aidar, disse ao Jornal Opção Online nesta terça-feira (7/1) que a decisão abre espaço para que o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), possa se movimentar.

Ressaltando que o PT tem que mostrar a cara, o deputado pontuou que, a partir de agora, com a definição de apenas um nome do partido para a disputa, a tarefa é intensificar o nome do anapolino.

Ao considerar que Gomide está “bem avaliado” e “disposto” a renunciar ao cargo do Paço anapolino, Aidar comentou que o prefeito vai oficializar a candidatura ao governo se conseguir formar uma base de sustentação. “Não seremos aventureiros”, afirmou, completando que sem pesquisas que comprovem a capilaridade política dele no interior e conversas com outros partidos de oposição não será possível lançá-lo.

Refletindo sobre a decisão de Paulo Garcia, o deputado destacou que o prefeito da capital nunca se postou como candidato. “Com o recuo dele, abre-se espaço para o prefeito de Anápolis se movimentar. E até em março, de acordo com o cenário político que tivermos, iremos buscar o apoio dos partidos para mostrar a cara e a disposição do Gomide em ser candidato. Ele está com a disposição. Sem desmerecer, é o nome que poderia vencer o atual governador.”

Ruptura com PMDB

Questionado como ficaria a conjuntura entre PT e PMDB para o próximo pleito – já que José Batista Júnior, o Júnior Friboi, oficializou-se como o pré-candidato do PMDB –, Humberto Aidar pontuou que a aliança não se constrói de maneira imposta. O parlamentar classificou a divisão entre as duas legendas como sendo uma ruptura legítima.

Sobre os resultados obtidos na reunião em São Paulo da cúpula do PT goiano no final do ano passado com o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, o goiano disse que a definição foi a de que, em Goiás, não se tem acordo algum para que o PT apoie PMDB. “Não tem essa orientação de temos que apoiar um candidato do PMDB. Temos que apoiar o melhor nome.”

Aidar observou que a decisão tomada não é por conta de Júnior Friboi, do ex-governador Iris Rezende ou qualquer outro candidato. “Não somos obrigados a estar juntos no primeiro turno. E não tem por que, caso necessário, nos juntarmos no segundo turno”, explicou.

Ao final da entrevista, o petista ressaltou que a sigla vai aceitar lançar um nome somente se for para governador. “Queremos ser convencidos e queremos convencer que ele é a novidade. Só aceitamos cabeça de chapa. Caso não se viabilize [a candidatura de Antônio Gomide] e tivermos que estar com o PMDB , nem o Paulo Garcia nem o Gomide sairão como vice-governador ou ao Senado.”