sexta-feira , 15 maio 2026
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O dia em que O Popular virou filial do Diário da Manhã: cobertura da polêmica Demóstenes-Caiado é repetitiva e sem nada que não se soubesse 24 horas atrás

Bem que a repórter Fabiana Pulcineli se esforçou, em duas frentes: uma, atrás de um fato novo que pudesse acrescentar alguma informação ou avaliação sobre a polêmica entre Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, para compensar a dianteira do Diário daManhã, que publicou em primeira mão o artigo do ex-senador; outra, tentando minimizar os ataques a Caiado para incluir no foco da crise também o governador Marconi Perillo e o peemedebista, citados de passagem no aranzel de Demóstenes.

Mas não adiantou. A reportagem de Fabiana Pulcineli, publicada nesta quarta em O Popular, é um vexame que combina falta de informação com a mera reprodução de frases que, 24 horas atrás, já estavam pra lá de conhecidas tanto no texto de Demóstenes estampado pelo DM quanto pela troca de ataques nas redes sociais. Nenhuma novidade, enfim, apesar de Fabiana Pulcineli gastar uma página inteira do supostamente maior e mais importante jornal de Goiás com a sua matéria sobre a briga – transformando O Popular em caudatário do DM.

Pior: o enfoque da jornalista foi errado e capcioso. Na verdade, entre Demóstenes e Caiado, somente este é protagonista e tem alguma coisa a ganhar ou a perder no cenário político atual. Demóstenes é peça fora do jogo. Caiado quer ser candidato até a presidente da República. É por isso, aliás, que a cobertura dos veículos da imprensa nacional sobre o bate-boca destacou não um simples “duelo”, como chamou Fabiana Pulcineli em O Popular, mas a denúncia de que Caiado teria recebido recursos do esquema Cachoeira. “Duelo” é desculpa para tentar melhorar a péssima posição em que a polêmica deixou Caiado.

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