Krebs e breganejos têm algo em comum: lutam contra o show de Paul McCartney

O promotor de Justiça Fernando Krebs deve estar com tempo de sobra mesmo. Em plena campanha para tentar barrar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que impede promotores de realizarem serviços semelhantes ao de delegado de polícia, como comandar investigações, e nas horas de folga em que não está no Twitter, ele viu chifre em cabeça de cavalo.

O promotor, que antes do anúncio do show de Paul McCartney em Goiânia, já usava a rede social Twitter para dizer que iria entrar com uma ação para investigar o que sequer havia sido divulgado, teria enviado um pedido para o procurador-geral de Justiça Lauro Machado. Krebs se junta agora aos breganejos, peemedebistas, comentaristas esportivos (que são contra o show, pois ele interfere no calendário do portentoso campeonato goiano),  provincianos e promotores megalomaníacos que gostam de investigar até briga de formiga.

A intenção do promotor, conforme o Jornal Opção, é investigar se ocorreu alguma forma de triangulação de recursos públicos para que a empresa Jaime Câmara financie o show do ex-beatle – considerado o maior evento da história cultural de Goiás.

Depois da campanha orquestrada pelos petistas e peemedebistas nas redes sociais contra a realização do espetáculo, chegou a vez do promotor mostrar sua (dis) função: investigar o óbvio e depois de gastar recursos públicos e tempo do contribuinte, com certeza, não dar em nada ou chegar no óbvio ululante.

Tuiteiro full time, Krebs se esquece que Paul McCartney é cultura e mesmo se o poder público trouxesse o cantor para um evento em Goiás, em nada estaria enfrentando as normas administrativas. A Constituição permite shows, mostras, festivais. Além disso, existe um tal de poder discrionário, que permite ao chefe do Executivo sugerir eventos no Estado, desde que apresente o mérito. E Paul McCartney, com certeza, teria méritos de sobra – ais do que qualquer um.

Fosse o contrário, nenhum Estado do Brasil poderia realizar shows e espetáculos em datas comemorativas ou sequer gastar recursos com espetáculos.