Dilma gasta fortuna em campanha publicitária para destacar benefício de R$ 70 que elimina miséria

O desempenho do governo da presidente Dilma Rousseff ficou muito aquém do que esperava a cúpula petista, que continua avançando com seu criminoso projeto totalitarista de poder. Na esperança de garantir a execução do plano, Lula aconselhou a sucessora a mudar sua postura política e ser mais atuante na área social, o que pode funcionar como uma cortina de fumaça diante das fracassada economia, que enfrenta uma grave crise.

Na última semana, Dilma anunciou a inclusão de novas famílias no programa Brasil sem Miséria, que não passa de moldurada rebuscada do programa Bolsa Família, que garante ao PT um curral eleitoral cativo e obediente. Durante o evento, que teve como cardápio a chegada de mais 2,5 milhões de pessoas ao programa social, a presidente deixou nas entrelinhas que o tema seria explorado à exaustão.

Na última sexta-feira (22), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, abordou com muita ênfase o tema durante o programa “Bom Dia Ministro”, levado ao ar pela Empresa Brasileira de Comunicação. “Não existirá mais, no Bolsa Família, nenhuma família com renda mensal inferior a R$ 70 por pessoa”, disse Tereza Campello.

O governo do PT brinca com a indignidade humana ao conceder a miseráveis R$ 70, valor que só serve para reforçar a degradação de um cidadão que há séculos foi abandonado pelo Estado. Há exemplos ao redor do mundo de ações semelhantes à adotada pelo governo petista em que o beneficiário dessa esmola, que serve para quase nada, troca o valor por bebidas alcoólicas, o que lhe permite manter-se iludido diante da dura realidade.

Esse benefício (sic) anunciado pela presidente, que tem viés eminentemente eleitoreiro, não é capaz de tirar qualquer pessoa da miséria extrema, pois é suficiente para no máximo comprar um pãozinho por dia. Na verdade, o salário mínimo, classificado pelos petistas como uma enorme conquista do trabalhador, é a materialização da miséria. Atualmente valendo R$ 678, o mínimo é a melhor tradução da crise econômica que sacode o Brasil, pois é pouco para quem recebe e muito para quem paga.

Como na política um ato não acontece de forma isolada, o escárnio se agigantou na noite de domingo (24), com o governo federal torrando fortunas na veiculação, em horário nobre, de campanha publicitária que destaca os tais R$ 70 e a retirada de 22 milhões de pessoas da linha da miséria em dois anos. Até quando Dilma, Lula e o PT insistirão nessa farsa?