terça-feira , 7 julho 2026
Goiás

Especialistas da área de pesquisa acadêmica não vêem sentido no custo de R$ 255 mil para livro pago por Daniel Vilela, com apenas 260 páginas e 6 artigos de professores da UFG

Não há como um livro de 260 páginas, com 6 artigos de professores da Universidade Federal de Goiás, custar R$ 255 mil, avaliam especialistas da área de pesquisas acadêmicas em Goiás quanto ao livro “Políticas Públicas em Goiás – Diagnóstico, Avaliação e Propostas”, que traz uma coletânea de artigos de pesquisadores da UFG sobre assuntos da administração pública estadual e foi financiado com recursos que saíram da verba indenizatória de Daniel, quando ele foi deputado estadual.

Menos ainda quando nenhum dos 6 artigos envolveu pesquisas de campo ou um trabalho mais aprofundado, do ponto de vista acadêmico. Pelo menos um desses artigos – o que trata das políticas sociais dos governos Iris Rezende, Maguito Vilela, Alcides Rodrigues e Marconi Perillo – é quase uma mera transcrição de um outro trabalho, já apresentado no passado como dissertação de mestrado de um outro professor que não o que assina o artigo.

Os recursos da verba indenizatória de Daniel Vilela, totalizando R$ 255 mil, foram transferidos mês a mês, entre maio de 2013 e agosto de 2014. A beneficiária foi a Fundação Nacional de Pesquisa – FUNAPE, uma fundação formada por professores da UFG, mas, atenção para esse detalhe, que não é um organismo oficial da universidade, embora se aproveite da sua marca.

Há algo cheirando mal nessa estória. A FUNAPE é fiscalizada pelo Ministério Público Estadual, conforme exige a legislação que trata das fundações no país.

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