sexta-feira , 10 julho 2026
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Mais Hélmiton Prateado, no DM: “Nomeação de Ricardo Rocha não é imoral. Imoral é um promotor receber auxílio moradia de 4.773 para morar em condomínio de luxo em Goiânia”

O artigo-libelo do jornalista Hélmiton Prateado, no Diário da Manhã, desmontando a recomendação do Ministério Público para que o tenente-coronel Ricardo Rocha seja afastado do comando do policiamento de Goiânia, é de uma contundência sem paralelo em relação ao promotor e ao procurador que assinaram o documento contra o militar.

São eles o procurador federal Mário Lúcio Avelar e o promotor estadual Giuliano da Silva Lima. Na “recomendação”, ambos argumentam que a indicação de Ricardo Rocha, um policial duro no combate ao crime, seria “imoral” porque ele responde a processos criminais – na verdade, o oficial nunca foi condenado, vários desses processos foram arquivados a pedido do próprio Ministério Público e os que ainda restam não tiveram nenhuma sentença, sendo que todos os atos de Ricardo Rocha foram praticados com ele fardado, em missões de repressão à violência e contra criminosos contumazes.

Para Hélmiton Prateado, “imoral é um promotor de Justiça receber R$ 710,00 a título de Auxílio Alimentação e, pasmem, R$ 4.377,73 a título de Auxílio Moradia sendo que a maioria mora em condomínios de luxo em Goiânia. Imoral é um promotor de Justiça trabalhar um dia apenas por semana em uma cidade do interior para receber o adicional eleitoral, que pelos quatro dias de trabalho no mês chega a R$ 4.631,00, ou singelos R$ 1.157,75 por cada um dos quatro dias trabalhados(?). Imoral é receber acima do teto constitucional e encontrar lacunas jurídicas para justificar essa tunga no dinheiro público. Imoral é a população viver refém de bandidos e os poucos policiais eficientes e dispostos a combater essa criminalidade serem bombardeados por promotores de acusação”.

O jornalista assegura que o procurador e o promotor estão “falando bobagens” e questiona: “Argumentam o procurador e o promotor que a posse do tenente-coronel Ricardo Rocha como comandante do policiamento da capital fere o princípio da moralidade porque ele responde a inquéritos e ações penais como investigado ou acusado. Mas, se nenhum tem trânsito em julgado, se em outros casos como júris populares o próprio promotor de Justiça que atuou no julgamento pediu a absolvição de Rocha e se ninguém é considerado culpado antes de julgamento final como alguém em sã consciência pode levantar suspeita sobre a moralidade de um oficial superior comandar uma unidade militar?”, pergunta Hélmiton Prateado.

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