sexta-feira , 15 maio 2026
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Projeção de derretimento de Waldir na eleição é chutômetro e torcida. Não há indicador científico nesta análise 

A tese de que a postulação do polêmico Delegado Waldir (PR) a prefeito de Goiânia “derreterá” antes de outubro não tem sustentação científica. Ampara-se no conhecimento empírico de jornalistas da Capital sobre política (na maioria das vezes questionável) e na torcida que boa parte da imprensa faz contra o seu projeto de conquistar a prefeitura com um discurso de “outsider”.

O que há de concreto? Até agora, Waldir é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, com 20,6%. isso quer dizer que a eleição fosse hoje, ele se classificaria para etapa final da disputa contra Iris Rezende (PMDB), que tem 31,9%. Este é o fato. O resto é achismo.

Waldir está quatro pontos à frente do empresário Vanderlan Cardoso (PSB), que está em campanha desde 2010 e que, portanto, é certamente o segundo político mais conhecido destas eleições – atrás apenas de Iris. Correto seria que fosse Vanderlan, e não Waldir, o vice-líder das pesquisas. Olhando por este prisma, o Delegado está melhor do que poderia prever um analista, digamos, mais imparcial.

Existe a aposta de Waldir não terá “combustível” (termo utilizado pelo jornal O Popular) para chegar ao segundo turno porque perdeu apoios e tem ao seu lado apenas um partido aliado, o nanico PMN. Esta é uma análise típica de quem pensa a política a partir de parâmetros antigos. Vale lembrar que Waldir só chegou até aqui – e chegou longe – porque faz e pensa a política de um jeito diferente de todos os outros candidatos. Portanto, é um erro balizá-lo por antigos critérios.

Waldir cresceu trilhando novos caminhos e é errado supor que ele vai fracassar agora porque está mais uma vez seguindo uma trilha diferente da usual. Ele já provou consegue construir fortalezas com as pedras que encontra na estrada.

A rejeição em alta preocupa, mas também não deve ser encarado como fator determinante para derrota do delegado a 45 dias do encontro com as urnas por dois motivos: o eleitorado tende a rejeitar o que não conhece bem – e Waldir ainda carece ser conhecido por um número maior de pessoas – e o Delegado é alvo de uma franca campanha de desconstrução de imagem por parte dos adversários. Até que comece o horário eleitoral gratuito, Waldir não terá espaço para se defender, já que parte da imprensa o boicota por não gostar dele. Trocando em miúdos: a pesquisa reflete o quadro atual, mas nada impede que este quadro mude amanhã ou depois.

Por fim, não cometamos a desonestidade intelectual de compará-lo a Celso Russomano. Não é porque os dois têm perfis parecidos que o Delegado está fadado a ter o mesmo destino que o apresentador teve em São Paulo, em 2012. Cada eleição tem sua história, suas vicissitudes. Compará-las é erro primário ou truque de quem quer colocar o seu potencial em risco.

Gostem ou não de Waldir, ele continua o jogo e é um personagem forte desta disputa. Apenas os incautos devem ignorá-lo.

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