sábado , 20 junho 2026
EleiçõesGoiânia

Debate promovido pela Interativa FM foi o melhor dessas eleições. Cinco razões explicam o sucesso da empreitada

A rádio interativa FM deu um baile na concorrência, nos jornais e nas emissoras de TV. Promoveu, nesta segunda-feira, o melhor debate entre candidatos a prefeito de Goiânia destas eleições. O formato é, sem dúvida, o melhor já adotado na história política do Estado, basicamente porque deixou o estrelismo de lado e entendeu que quem deveria aparecer eram os candidatos.

Veja cinco razões que explicam o sucesso da empreitada:

1. Eliminou perguntas temáticas: obrigar candidatos a abordar temas pré-estabelecidos por sorteio é idiotice. Engessa o confronto com assuntos frios e camufla as verdadeiras prioridades de cada postulante, que invariavelmente vêm à tona no confronto sem amarras.

2. Eliminou perguntas de jornalistas da casa: escalar funcionários para questionar candidatos é corporativismo estreito da emissora. Estrelismo bobo. Em Goiânia, quase todos os veículos de comunicação que organizaram debates cometeram esse erro. A Interativa, acertadamente, suprimiu a  tradição. Entendeu que importa mais o confronto direto entre Iris e Vanderlan e menos as perguntas insossas de Pablo Kossa, Henrique Morgantini ou coisa que o valha.

3. “Escondeu” o mediador: o eleitor que assistiu o debate promovido pela TV Record no primeiro turno possivelmente se incomodou com a presença quase sufocante do mediador, o jornalista Carlos Magno, que a todo momento era obrigado a repetir regras, sortear temas ou tolher candidatos que extrapolavam no tempo. No primeiro turno, a mediação é um mal necessário. No segundo, não. Quanto menos mediação e mais confronto em campo aberto, melhor. No embate promovido pela Interativa, José Luis foi discreto e por isso acertou em cheio.

4. Fez um debate longo (merecia ser maior, mas a culpa não é da emissora): por que os debates perderam importância nos últimos anos? Porque além de engessados, são curtos. Não exigem dos candidatos que saiam da zona de conforto ou se arrisquem a errar. Principalmente em canais de TV. A Interativa tentou promover um confronto longo, extenuante, que fatalmente exigiria os dois lados que se despissem das armaduras do marketing eleitoral. A proposta inicial era que durasse duas horas e meia. Mas a assessoria de Iris, desconfiada do seu candidato, exigiu que o programa fosse reduzido para uma hora. Mesmo assim, foi proveitoso. Muitas máscaras caíram.

5. Não gastou a paciência do ouvinte com editoriais politicamente corretos: não há nada mais pedante que os editoriais politicamente corretos lidos antes dos debates. Começam assim: “a emissora fulana tem a honra de receber os candidatos e espera contribuir para o debate limpo de ideias e propostas”, e blá blá blá. Ninguém aguenta essa conversa fiada. Outra vez, a Interativa acertou ao poupar os ouvidos do eleitor que acordou cedo.

Artigos relacionados

Goiânia

Passageiro de moto morre após cair na Av. Mutirão e ser atropelado por ônibus, em Goiânia

Acidente Um homem morreu na manhã desta sexta-feira (19) após um acidente...

Goiânia

Goiás violento: pai é acusado de matar o próprio filho, um bebê de apenas 9 meses

Crueldade Um homem é acusado de matar o próprio filho, um bebê...

Goiânia

Dono de academia que agrediu companheira em Goiânia vai parar no xilindró

Violência doméstica Igor Luiz Soares Gonçalves, dono de uma academia, acusado de...

Goiânia

Gêmeos siameses que nasceram unidos pelo abdômen morrem em Goiânia

Tristeza Os bebês siameses Bernardo e Eduardo, que nasceram unidos pelo abdômen...