Governo do Rio Grande do Sul extingue os seus canais de TV e rádio. O exemplo deveria ser seguido em Goiás, onde as TV e Rádios Brasil Central são um ralo de dinheiro público

A Assembleia do Rio Grande do Sul aprovou, em dezembro,  o projeto do governador Ivo Sartori (PMDB) que extingue a TV Educativa e a FM Cultura, principais canais de comunicação pública do Estado.

A exemplo dos canais de TV e rádio do governo de Goiás – a TV Brasil Central e as versões AM e FM da Rádio Brasil Central , as emissoras gaúchas não tinham nenhuma audiência e operavam há anos em regime de grande prejuízo financeiro.

É uma pergunta pertinente: para quê servem aos goianos a Televisão Brasil Central e as versões AM e FM da Rádio Brasil Central? Sem audiência, com um quadro gigantesco de pessoal, a verdade é que as emissoras estatais do governo de Goiás não passam de ralos por onde escorrem vultosas quantidades de dinheiro público.

Um programa coerente de ajuste fiscal e contenção dos gastos, para o governo Marconi Perillo, não poderia prescindir da liquidação do “complexo” de comunicação Brasil Central, que funcionou no passado, mas hoje não passa de um anacronismo que custa caro aos cofres do Estado.