Eleição de dona Iris para deputada federal, em 2018, depende da máquina administrativa da Prefeitura. Tanto que, em 2014, com Iris fora do poder, ela não conseguiu se eleger

A trajetória política de dona Iris Araújo está intimamente ligada à Prefeitura de Goiânia: com a máquina administrativa municipal sob controle do marido Iris Rezende, ela se elegeu 2 vezes para a Câmara Federal – em 2006 e 2010. Com Iris fora do Paço Municipal, em 2014, ela terminou tentou pela terceira vez, mas acabou derrotada.

Ou seja: o “apoio” da Prefeitura de Goiânia é fundamental para viabilizar a eleição de dona Iris. No PMDB, ninguém tem dúvidas de que, mais uma vez, ela será candidata a deputada federal, em 2018, claro, com a utilização intensiva da estrutura administrativas (principalmente cargos) comandada por Iris Rezende.

Em 2006, Iris estava no segundo ano do seu mandato, iniciado em 2004, quando patrocinou a primeira eleição de dona Iris. Em 2010, Iris deixou o cargo para se candidatar a governador, mas quem assumiu – Paulo Garcia – tinha compromisso e devia o cargo ao velho cacique peemedebista e honrou todos os acordos e estratégias montadas para garantir a reeleição de dona Iris.

Mas, em 2014, o jogo foi diferente. Paulo Garcia havia sido reconduzido pelas urnas à Prefeitura e, embora não tenha isolado totalmente o projeto de nova reeleição da velha senhora, não repetiu a mesma dose de apoio dada em 2010. Resultado: dona Iris perdeu.

Não à toa, um peemedebista ouvido por O Popular, nesta terça-feira, foi sucinto e objetivo: ““Ela busca sustentação política para sua candidatura”, afirmou.