sexta-feira , 24 abril 2026
Goiânia

“Sou transparente até demais e isso me prejudica. Deveria ser mais fingido”, diz chefão do Mutirama em sabatina

O presidente da Agência de Turismo e Lazer de Goiânia (Agetul) e chefão do Mutirama, Alexandre Magalhães, foi à Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira para tentar explicar a tragédia que aconteceu no parque, no dia 26 de julho. Alexandre deu poucas informações, distribuiu elogios e soltou pérolas memoráveis, como por exemplo: “Sou transparente até demais e isso me prejudica. Deveria ser mais fingido”.

Em março deste ano, uma operação do Ministério Público constatou a existência de um esquema de desvio de dinheiro da bilheteria Mutirama supostamente comandado por Alexandre, que estaria usando recursos públicos para pagar gasolina e viagens. O esquema também teria favorecido os vereadores Anderson Sales Bokão, Jair Diamantino e Kleybe Morais (todos do seu partido, o PSDC).

O esforço do presidente da Agetul foi para se apresentar como um gestor da iniciativa privada que está sofrendo com as limitações legais impostas ao setor público, afirmando que demora muito para viabilizar aquisições e contratações na prefeitura. Ele insistiu que é praticamente impossível entregar bons resultados na administração municipal. “Vou terminar de arrumar o que estou arrumando e ir embora. Chega. Tem que sentar é malandro ali. Não aguento mais isso. A gente apanha demais”.

Alexandre Magalhães admitiu erros na manutenção na Mutirama e questionou a credibilidade de laudos apresentados até o momento que apontam a precariedade dos brinquedos do parque. “Depois da tragédia apareceram vários técnicos dizendo isso, aquilo. Temos que esperar a polícia técnico-científica emitir seu parecer sobre o Twister e aí mudar o protocolo de segurança, que está errado há 15 anos. Errei e assumo, devia ter feito manutenção. Não quer dizer que o brinquedo é ruim só porque ele é velho. Vamos resolver isso”.

O presidente da Agetul afirma que vai chamar a Pontifícia Universidade Católica (PUC-GO) e o Instituto Federal de Goiás (IFG) para ajudar na elaboração de um novo protocolo de segurança para o parque e que se compromete a levar os próprios filhos ao Mutirama depois que ele for reaberto. “Eu vou colocar meus filhos nos testes do brinquedo. Sinto uma dor imensa por causa daquilo que aconteceu lá e não vou admitir que aquilo aconteça de novo”.

Na sabatina, Alexandre garantiu que não será candidato no ano que vem, apesar de dizer que seu nome “está engrossando”, e afirmou que não tem compromisso em apoiar a eleição de Dona Iris (PMDB) para deputada federal, “mas nada impede que acertemos isso no futuro”.

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