Análise: Andrey Azeredo não tem estatura moral para ser presidente da Câmara

Os lamentáveis episódios que aconteceram na Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta terça-feira mostram que Andrey Azeredo (PMDB) não tem estatura moral ou estofo intelectual para ser vereador, quiçá presidente do Legislativo da Capital.

A manobra que ele ajambrou em plenário, à vista de todos e transmitida ao vivo pela televisão, o rebaixa ao nível do pior vereador da menor currutela que existe.

Andrey foi desrespeitoso com a Câmara, que ele teima em confundir com um puxadinho da prefeitura. Tratou a Casa como um quintal, um boteco, uma pocilga, qualquer coisa menos o que ela realmente é: um dos três elos sagrados do poder público, em que se discutem pautas que mudam os rumos de Goiânia.

Andrey se fez de surdo aos apelos da oposição para que se procedesse, em painel, a votação do pedido de vistas ao projeto que acaba com o aumento contínuo de IPTU na cidade. Como a transparência não lhe interessava, disse que faria a contagem de votos no olhômetro. Escancaram-se as más intenções de Andrey: ele queria abrir margem para erros de contagem e, assim, forçar a aprovação de um pedido de vistas que não tinha apoio suficiente para ser aprovado.

Felizmente temos vereadores como Dra. Cristina, Elias Vaz e Jorge Kajuru, que reagiram contra a arbitrariedade deste aventureiro. Forçaram-no a refazer a votação em painel e o pedido de vistas foi negado. A manobra de Andrey não funcionou. O debate sobre aumento contínuo do IPTU seguiu em frente e o projeto que barra o reajuste foi aprovado por unanimidade. Era tudo que o prefeito Iris Rezende não queria.

Cristina e Elias afirmaram, e com toda razão do mundo, que Andrey deve desculpas à Câmara. Deve mesmo, mas não só a ela. Este homem, que se comporta como se vice-prefeito fosse, está em débito com a população inteira. Mostrou desrespeito com instituições sagradas e confirmou suspeitas de que está aquém, mas muito aquém do cargo que ocupa.