Queermuseu: “Não há brecha jurídica para encerrar conta no Santander”, diz presidente da Assembleia Legislativa

Depois de os deputados Marlúcio Pereira (PSB), Santana Gomes (PSL) e Francisco Junior (PSD) subirem à tribuna para repudiar a exposição sobre diversidade sexual promovida pelo Banco Santander em Porto Alegre (RS) e pedir que a Assembleia Legislativa encerrasse a conta no banco, onde é feito o pagamento dos servidores da Casa, o predidente da Casa, José Vitti (PSDB) descartou qualquer medida a respeito do assunto.

De acordo com Vitti, “não há brecha jurídica e nem razão para cancelamento da licitação”.

“Temos que separar as coisas. Não cabe a mim julgar quem autorizou ou não aquela mostra. O banco quando observou a mostra, cancelou o patrocínio e se retratou”, disse.

Segundo ele, “erros e equívocos acontecem”. “Agora, cancelar uma licitação que foi ganha de uma maneira absolutamente correta porque alguns deputados entendem que a mostra não condiz com os bons costumes, não vejo razão”, acrescentou.

Para ele, os deputados que não concordarem com a exposição, podem retirar a conta do banco ou ainda se manifestarem.

Polêmica – A exposição ganhou repercussão depois que o Movimento Brasil Livre (MBL) a acusou de fazer apologia a pedofilia, zoofilia e promover a sexualização de crianças. Ela ficaria em cartaz até 8 de outubro, mas foi encerrada no último domingo (10), por decisão do Santander que, em nota, pediu desculpas e afirmou que “o objetivo da exposição era incentivar as artes e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”.