Falas de Daniel Vilela e dona Iris, nas pílulas partidárias na TV, mostram erros de concordância dignos de um Joesley Batista; sujeito no plural, verbo no singular

As inserções partidárias de 30 segundos do PMDB, no horário nobre da televisão em Goiás, na noite da última quinta-feira, foram protagonizadas pelo deputado federal Daniel Vilela e pela primeira dama de Goiânia dona Iris Araújo.

Ambos tentaram falar de um suposto “projeto novo” que o PMDB teria para os goianos, mas não passaram do saudosismo rasteiro. Daniel Vilela prometeu um “passo à frente”, caso Goiás retorne 20 anos atrás e o seu partido volte ao poder. Já dona Iris repetiu a velha cantilena de que os governos do PMDB construíram estradas e a infraestrutura que permitiu o desenvolvimento de Goiás.

Discurso vazio, tudo bem. Grave foram os dois erros de concordância cometidos por Daniel Vilela e seguidos no mesmo diapasão por dona Iris.

O filho de Maguito Vilela afirmou em alto e bom tom: “Não é no grito e desavenças políticas que se alcança resultados”. Oooops… “que se alcançam resultados”, deputado, é verbo no plural porque o sujeito está no plural (“no grito e desavenças”).

“Construímos as estradas e toda a nossa estrutura”, disse por sua vez a companheira de Iris, e aí martelou o bom português: “Com isso, veio o desenvolvimento, empregos e uma vida melhor para todos”. Percebeu, leitor? Não é “veio”. É “vieram o desenvolvimento, empregos e uma vida melhor para todos”, ou seja, o verbo deve estar no plural porque o sujeito também está no plural.

É Joesley Batista fazendo escola em Goiás..