OAB vê falta de remédios e raio-x sem previsão de conserto no Cais Novo Mundo

A terceira unidade de saúde pública de Goiânia vistoriada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e descrita em relatório divulgado na semana passada é o Cais Novo Mundo, onde foram encontrados aparelho de raio-x estragado, sem previsão de conserto, salas mofadas, paredes descascadas, e outros detalhes que fazem do local algo parecido a um cenário de guerra.

No Novo Mundo, a OAB registra um fato interessante: há poucas pessoas no Cais. Mas não é porque a demanda é pequena, e sim porque a estrutura presente é incapaz de resolver o problema dos doentes, que de lá rapidamente saem a procura de socorro em outro ponto da cidade. 

“Sabemos que a superlotação da referida unidade é uma realidade em razão do conhecimento público e notório das deficiências da unidade. O esvaziamento da Unidade justifica-se em razão da impossibilidade de efetuar o devido atendimento de emergência/urgência uma vez que a unidade está desprovida de capacidade de coleta e realização de exames de laboratórios (urina e sangue). Não existe também na unidade a possibilidade de efetuar o exame de Raio X, vez que o aparelho encontrava-se danificado há mais de 15 dias (contando a data da realização da visita) e sem previsão para conserto. Ademais, foi detectada uma demora descomunal para o agendamento de procedimentos cirúrgicos”, diz o relatório.

Assim como acontece nos outros dois Cais já descritos nesta série do Goiás 24 Horas (Campinas e Vila Nova), a falta de insumos básicos obviamente é um problema no Novo Mundo. Assim como a falta de ventiladores. 

“Foram constatadas salas e corredores mofados e com infiltração, pouca iluminação nos consultórios, falta de lâmpadas e maçanetas de portas dos banheiros para os usuários, ausências de aparelhos de ventilação/condicionadores de ar, tanto nas áreas de espera quanto nas próprias salas de atendimentos aos pacientes”, afirma o relatório.

Também neste Cais, constata-se que a imensa maioria dos doentes é de Goiânia, apesar de o prefeito Iris Rezende (MDB) ter dito que a culpa na rede pública de Saúde são dos pacientes que vêm do interior em busca de atendimento na Capital.