Terrorismo: em entrevista à CBN, Fátima Gavioli diz que vai “acabar com mordomias” e demitir “muitos comissionados” na Educação

A secretária de Educação do futuro governo Ronaldo Caiado (DEM), Fátima Gavioli, afirmou na quinta-feira, 20, em entrevista à Rádio CBN Goiânia, que uma de suas primeiras medidas a partir de 2 de janeiro de 2019 será “acabar com as mordomias” que afirma haver na pasta. Gavioli disse ainda que vai demitir “uma boa parte” dos servidores comissionados nomeados na atual Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

Fátima Gavioli também disse que vai mandar “muitos professores de volta para a sala de aula para que aprendam novamente a dar aula”. Afirmou ainda que vai “acabar” com as diferenças salariais, “porque não faz sentido que alguns professores ganhem mais e outros, menos”. Os jornalistas não questionaram a futura secretária sobre o que seria exatamente isso: se desdém por meritocracia ou ignorância diante da existência de uma carreira, em que, evidentemente, que está há mais tempo na rede ganha mais do que o professor que acabou de entrar.

Fora o terrorismo anunciado, a entrevista da futura secretária não traz nenhuma novidade para a Educação do Estado. Fátima Gavioli disse que os focos da gestão serão ensino-aprendizagem, convivência dos diferentes modelos de escolas – entre elas os Colégios Militares –, manutenção de contratos temporários para evitar falta de professores em sala de aula e deslocamento de professores de atividades administrativas para a sala de aula.

Fátima Gavioli fez um balanço extremamente positivo de sua gestão na Secretaria da Educação de Rondônia, mas não contou aos jornalistas da CBN Goiânia, obviamente, que foi demitida pelo governador Confúcio Moura (PSDB) porque durante sua gestão o Estado caiu no ranking do Ideb. A futura secretária disse que o foco de sua atuação foi “levar o aluno até a escola”.

As realidades e demandas da Educação de Goiás e Rondônia são extremamente diversas. Rondônia ainda enfrenta a dificuldade de acesso das comunidades ribeirinhas e dos indígenas ao sistema de ensino, as receitas são escassas, porque a economia é subdesenvolvida, e, portanto, a qualidade do ensino ainda não é, necessariamente, o foco principal da gestão.

Em Goiás, um Estado moderno e com economia em desenvolvimento, o desafio é justamente melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem, tarefa na qual a Educação se saiu muito bem, obrigado, nas gestões de Marconi e Zé Eliton. No dia 1.º de janeiro, Caiado receberá Goiás com uma Educação líder no ranking do Ideb com notas acima das metas estabelecidas para 2017.

Será que vai manter o Estado no pódio?