Fátima Gavioli faz política do terrorismo na Educação: anuncia demissão de comissionados, retorno de gestores para a sala de aula e serviço dobrado para quem ficar no administrativo

Afirmando ter carta branca do senador e governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) a futura secretária da Educação, Fátima Gavioli, está promovendo um verdadeiro terrorismo com professores e servidores técnico-administrativos da pasta. Ela já avisou que fará demissão em massa de comissionados, determinar o retorno de professores que estão em cargos de gestão para a sala de aula e obrigar os que permanecerem nas atividades administrativas a fazer dupla jornada, conciliando atribuições nas escolas e na secretaria.

Para quem se atreveu a reclamar, Gavioli avisou: Não adianta correr atrás de padrinhos políticos, nem mesmo deputados, porque ela tem aval total, “carta branca” de Caiado para fazer “tudo o que for necessário”. A futura secretária parece mesmo gostar de uma desavença. Quando comandou a Educação em Rondônia, entrou em atrito com a Assembleia Legislativa ao dar um pito nos deputados da base aliada do governador Confúcio Moura. Mandou avisar que quem mandava na Educação era só ela.

Entre os memoráveis resultados de Gavioli à frente da Educação de Rondônia foi a queda do Estado no ranking do Ideb da 9.ª para a 15.ª posição. Depois dela, o ensino estadual deu um novo salto e chegou ao 5.º lugar na última aferição. Não custa lembrar que Goiás está em 1.º lugar e que, com esse apego de Gavioli pela gestão (ausência de gestão, no caso), é de se esperar um tombo do Estado no Ideb do ano que vem – o resultado será anunciado em 2020.