Crise no governo Caiado: sai um primo e entra outro na presidência da Agetop, que parece um feudo da família

Menos de uma semana depois de assumir a presidência da Agetop, o gerente de fazendas Aderbal Ramos Caiado, deixou o comando da agência nesta segunda-feira e foi substituído por outro primo do governador Ronaldo Caiado (DEM): Ênio Caiado, empresário do ramo da construção e de energia com residência fixa em Brasília.

Com a substituição, Caiado consegue a dupla proeza de nomear um parente e forasteiro para a presidência da Agetop, responsável por cerca de 80% da execução de obras rodoviárias e civis do Governo de Goiás. Os motivos da saída de Aderbal ainda não estão claros, mas na semana passada pegou muito mal o festival de grosserias do gerente de fazendas ao assumir o cargo.

Ao chegar à Agetop, a primeira ordem de Aderbal foi a retirada dos retratos oficiais dos ex-governadores Marconi Perillo e José Eliton, do PSDB, que ainda estavam à parede. Ele também teria se recusado a se sentar na cadeira que pertencia ao ex-presidente da agência Jayme Rincón.

Depois de tudo isso, caiu.

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