Sucessão na Assembleia: Com escolha de Henrique César, caiadistas apostam em votos da bancada evangélica, mas estratégia já divide deputados

Os caiadistas apostaram nos votos da bancada evangélica na decisão de substituir a candidatura de Álvaro Guimarães (DEM) pela de Henrique César (PSC) na manhã desta quarta-feira, a dois dias da eleição para a mesa diretora, marcada para sexta-feira, 1.

A estratégia, no entanto, já dividiu o plenário, que não garante todos os votos dos deputados evangélicos em torno do deputado do PSC. Nas contas dos caiadistas, a Álvaro restaram 11 votos depois da guinada de Lissauer Vieira (PSB). Henrique César, por sua vez, teria apenas 9 votos garantidos.

Os parlamentares não veem com bons olhos o atrelamento da eleição aos votos evangélicos. Acreditam que o novo presidente não pode estar “amarrado” a influência de segmentos. É, mais uma vez, a manifestação do sentimento de que o novo presidente tem de ser autônomo e independente.