Ninguém quer a companhia de Paulo do Vale, que não entendeu que política adora traição mas detesta traidores

Com pecha de traidor estampada na testa  – ele apoiou Ronaldo Caiado (DEM) em prejuízo de Daniel Vilela, candidato próprio do MDB a governador, o que lhe valeu expulsão da legenda -,  o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, vive fase de inferno astral e deve ter muita dificuldade para arrumar um novo partido.

Na coluna Giro da edição de O Popular desta sexta-feira (8), o antes arrogante Paulo do Vale se humilha na tentativa desesperada de permanecer no MDB. Ele informa que entrou com recurso na Executiva Nacional da sigla para reverter a exclusão, alegando perseguição política, mas as portas da sigla se fecharam definitivamente para ele. O prefeito de Rio Verde ainda não entendeu que política adora traição, porém, detesta traidores.

O fato é que ninguém, rigorosamente ninguém no MDB quer saber de Paulo do Vale no partido, mesmo que ele implore de joelhos. A traição a Daniel e a convivência conflituosa com os emedebistas do seu município geraram uma animosidade incontornável.  Não há uma voz  que o defenda. A expulsão por 7 a 0 na Comissão de Ética foi comemorada com foguetes em Rio Verde.

E mais: com histórico de político desagregador e o desgaste como prefeito sem obras e afundado na má gestão, nenhuma legenda de grande porte demonstra interesse no passe de Paulo do Vale. Ele até se insinuou ao PP de Alexandre Baldy, mas foi rejeitado. O PP em Rio Verde é alinhado ao ex-deputado federal Heuler Cruvinel, que na cidade faz oposição ao ex-emedebista.

Sem ter um partido de peso para se abrigar, o que resta para Paulo do Vale é a filiação a um partido nanico, como o exótico Patriota do Cabo Daciolo ou o mirrado Podemos de José Nelto, como ele próprio admitiu à coluna Giro.

Em resumo: um final de carreira política triste e melancólica se anuncia para Paulo do Vale.