Morte de criança no Materno: conselho tutelar recorre à polícia e ao MP

O Conselho Tutelar de Goiânia pediu ao Ministério Público e à polícia que investiguem a morte de uma criança atendida no corredor do Hospital Materno Infantil. No início de março, o Jornal Nacional mostrou a superlotação no local.

Um vídeo mostra o desespero de uma mãe que acabou de perder o filho. Diogo Soares do Carmo, de 5 anos, tinha Síndrome de Down. Na segunda-feira (25), ele passou mal e a família procurou atendimento num centro de saúde da prefeitura. Diogo foi medicado e voltou para casa.

Nesta quinta-feira (28), o menino piorou. Ele foi levado para o Hospital Materno Infantil, referência no atendimento de crianças prematuras e gestantes de alto risco. Recebeu classificação amarela, que é quando não há risco imediato. Sem leitos disponíveis, Diogo ficou internado de forma improvisada na sala de espera. Morreu depois de 15 horas.

“Quantos Diogos têm que morrer, quantas crianças têm que morrer pedindo socorro?”, perguntou Divina Soares de Almeida, tia do menino.

O Conselho Tutelar pediu explicações às unidades de saúde por onde Diogo passou e quer que a polícia e o Ministério Público investiguem a morte. Além de Goiás, o Materno Infantil atende pacientes de outros estados do Centro-Oeste e das regiões Norte e Nordeste do país.
No início de março, o Jornal Nacional mostrou que, por causa da superlotação, crianças estavam recebendo atendimento médico em cadeira. Nesta sexta-feira (29), voltamos ao pronto-socorro e a situação permanece a mesma: várias crianças espalhadas pelos corredores.