Jornal que leva para a internet o mesmo conceito usado no impresso está fadado ao fracasso

A ser colocada à venda, na semana passada, a revisa norte-americana Newsweek – que já foi uma das maiores dos Estados Unidos e deixou de circular em papel para publicar apenas edições online –, colocou em evidência um fenômeno muito fácil de ser observado na imprensa hoje em dia: não basta apenas replicar na internet o mesmo material produzido e o mesmo viés utilizado na edição impressa dos grandes veículos.

A edição online da Newsweek não vingou porque manteve a mesma estrutura, o mesmo estilo, a mesma linha editorial da revista impressa, que não deu certo e, depois de anos de sucesso, acabou sendo fechada.

Em Goiás, O Popular, Diário da Manhã e O Hoje, os três principais diários do Estado, praticamente reproduzem nas suas plataformas onlines apenas o que pode ser encontrado, sem diferença nenhuma, na edição impressa.

No máximo, um pequeno noticiário em tempo real, tímido e vacilante como se o veículo temesse estar esvaziando a sua circulação no dia seguinte.

Jornalismo impresso é uma coisa, jornalismo online é outra coisa.

Para sobreviver na internet, é preciso muito e variado conteúdo, posts inteligentes sobre as notícias do dia a dia, muita política, entretenimento e novidade. No Brasil, o portal da revista Veja é praticamente o único que segue essa receita e, por isso mesmo, vai dando certo.