Operação Fatura Final: médico assume culpa em carta e inocenta Sebastião Peixoto

Como o G24H já havia noticiado várias vezes, a operação Fatura Final, comandada pelo Ministério Público, cometeu uma injustiça ao prender no dia 21 de fevereiro de 2019 o presidente do Imas, Sebastião Peixoto.
Nenhuma prova de corrupção foi apresentada contra Sebastião. No inicio do mês de abril, a Justiça devolveu o processo ao MP. Os promotores colocaram na peça uma nova denúncia, acusaram Sebastião de comandar uma organização criminosa. Mas aí ficou uma pergunta no ar: organização criminosa que foi combatida pelo próprio Sebastião Peixoto?
Ao descobrir que o médico Carlos Henrique Duarte Bahia, ex-diretor do Imas, havia tentado desviar dinheiro público no Instituto, Sebastião o demitiu, levou o caso ao Ministério Público e cancelou o pagamento de todas as notas. Não houve pagamento de absolutamente nada. Mesmo assim, os promotores que investigavam o caso gastaram quase R$ 100 mil  em uma megaoperação para prender o presidente do Imas e nada foi encontrado.
A tese de que Sebastião Peixoto chefiava uma organização criminosa dentro do Imas veio por terra nesta sexta-feira, 26/04, quando chegou ao conhecimento da imprensa a carta escrita e registrada em cartório pelo médico Carlos Henrique Duarte Bahia, único culpado pela tentativa de desvio de dinheiro no Instituto de Assistência a Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas). Na carta, ele inocenta sua ex-esposa, Fernanda Yamada, os médicos Glaydson Jerônimo e Ulisses Luiz Dias, e diz que Sebastião Peixoto e os outros envolvidos no caso não sabiam de absolutamente nada. O que vem ao encontro do depoimento que ele mesmo prestou ao MP quando foi preso. Porém,  os promotores preferiram dar sequência na acusação, ignorando o depoimento do culpado.
Na verdade, o único dinheiro público envolvido nesta história foi o que os promotores gastaram na operação midiática do dia 21 de fevereiro, que culminou com a prisão de Sebastião que deverá ser inocentado nos próximos dias.
A defesa diz em nota que a denuncia foi oferecida e recebida sem um fato concreto.
Veja a nota:

A defesa de Sebastião Peixoto sempre teve a plena convicção de que ele é inocente. A denúncia foi oferecida e recebida sem qualquer fato concreto, mínimo que seja, de que Sebastião tenha praticado ou mesmo compactuado com ato criminoso.
O Ministério Público ao oferecer a denúncia, desconsiderou elementos dos autos de investigação que inocentam Sebastião.
Insista-se, Sebastião é homem de bem! Quando se deparou com a informação de indícios de fraude no IMAS, suspendeu todos os pagamentos. Tanto que nunca foi pago nenhum centavo, não havendo que se falar em qualquer prejuízo aos cofres públicos.
A defesa espera que depois de todas as medidas que foram impostas à Sebastião indevidamente, seja feita Justiça, absolvendo-o sumariamente.

Romero Ferraz Filho e Luís Alexandre Rassi

Veja a carta:

Carta escrita e registrada em cartório pelo médico Carlos Henrique Duarte Bahia