Reitor da UFG condena cortes em orçamento de universidades e ironiza crise na educação superior: Os governos passam, mas a universidade fica

Em uma entrevista contundente sobre o corte no orçamento das universidades federais, o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, ironizou as declarações sobre balbúrdia nas instituições feitas pelo ministro Abraham Weintreub (Educação) e disse que há uma punição à produção científica.

“A nossa balbúrdia é publicar 4 mil artigos científicos inéditos em revistas do mundo todo, alcançar 500 mil pessoas com ações de extensão e entregar esse ano um hospital de 600 leitos, 120 leitos de UTI”, disse, em entrevista ao portal Poder Goiás. “Temos que enfrentar juntos as bizarrices que estão sendo ditas por aí”, pediu.

A UFG foi uma das principais beneficiárias da expansão dos investimentos nas universidades federais nos últimos anos, ocorrida em sua maior parte nos dois mandatos anteriores de Madureira. A instituição usou os recursos para criar novas vagas, abrir novos cursos, modernizar e ampliar seus parque de laboratórios e expandir a graduação.

Na entrevista, Madureira resumiu a crise atravessada pelas instituições federais de ensino superior em todo o País: “Os governos passam, mas a universidade fica”.