É grave: reitor diz que UFG só funciona até outubro, com o corte de orçamento feito por Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro cortou R$ 32 milhões do orçamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) destinado a pagar as contas de custeio, como água, energia e segurança, deste ano, e a investimento. Dessa forma, os R$ 100 milhões previstos para 2019 vão cair para R$ 68 milhões.

O reitor Edward Madureira disse à Sagres nesta sexta-feira (3) que é impossível terminar o ano com este corte. Para exemplificar, ele observa que só a conta de energia elétrica consome R$ 20 milhões por ano.

Segundo o ele, o dinheiro de pagar as contas vai acabar em setembro ou outubro. “Será impossível chegar a dezembro”. O corte foi determinado pelo ministro Abraham Weintraub. Na terça-feira ele disse que cortaria 30% dos recursos de três universidades federais: a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), alegando que promoviam “balbúrdia” e tinham baixo desempenho.