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Lava Jato terá peso menor na eleição de 2020, aponta cientista político

A Operação Lava Jato teve forte influência nas eleições municipais de 2016, quando o PT teve seu pior desempenho eleitoral no Brasil. As eleições deste ano ocorrem sob nova realidade política, afirma o professor da PUC/SP, Rafael de Paula Santos Cortez, doutor em Ciência Política pela USP.

Em entrevista à Sagres 730, nesta segunda-feira (24), ele afirmou que novos fatores, além da Lava Jato, vão interferir no debate eleitoral. “Tem outras questões importantes que entraram no debate, como questões de segurança pública, questão da mobilidade urbana, que vão ser importantes na definição do eleitor. Em 2020 vai ser, então, um ensaio para gente ver como é que estão as correlações de forças”.

Cortez chama a atenção para as novas regras das eleições deste ano. Com a proibição de coligações de chapas majoritárias, o cientista político observa que a tendência é de os partidos lançarem mais candidatos a prefeito para terem os chamados puxadores de voto. Essa nova regra também deve fortalecer os maiores partidos, que atraem candidatos com mais chance de ser bem votado.
Na eleição para vereador, principalmente, nas grandes cidades, o cientista acredita que uma nova estratégia precisará ser criada. “Acho que os partidos vão precisar incentivar o voto na legenda, para que a legenda tenha peso e consiga ter destaque na campanha”, afirmou, que ainda esclarece que nos municípios menores o quadro é diferente, pois a relação dos candidatos com o eleitorado é mais pessoal.O cientista político orienta que os interessados em se candidatar devem pesquisar sobre os partidos, considerando o foco em cima das legendas por causa do fim das coligações em chapas majoritárias. “Ter uma boa percepção, em cada localidade, se esse partido já tem alguma imagem minimamente consolidada, se já teve algum evento de escândalo de corrupção em anos anteriores”.As redes sociais têm hoje papel muito importante nas eleições. Cortezcomenta que nos países mais desenvolvidos, já uma série de ações sendo tomadas para evitar o compartilhamento em massa de fakenews, mas que é difícil controlar. “Aquele eleitor mais extremado, com preferências mais fortes, são aqueles que tendem a responder mais a essas circulações de notícias falsas, ou seja, não é todo eleitorado que responde a isso”.

 

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