sexta-feira , 6 março 2026
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“Vi#do, drog#do e rubroneca”: Abin paralela espionou amigo de Renan Bolsonaro por ser “ameaça” à imagem da família presidencial, diz Polícia Federal

Espionagem

• A Polícia Federal revelou que Allan Lucena, amigo e ex-sócio de Renan Bolsonaro, foi alvo de ações clandestinas dentro da estrutura paralela da Abin montada no governo Jair Bolsonaro. Uma mensagem obtida na investigação mostra um servidor dizendo que era preciso “explodir” Lucena, chamando-o de “vi#do, drog#do e rubroneca”.

Ofensiva

• A conversa entre os servidores da Abin, Marcelo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues, foi registrada em 17 de setembro de 2020. Bormevet justificou o ataque a Lucena alegando que ele “iludia” Renan Bolsonaro, o “04” da família presidencial.

• A PF trata o episódio como exemplo do uso da máquina pública para fins de proteção pessoal da família Bolsonaro e de perseguição política e pessoal a possíveis ameaças.

Estrutura paralela

• O inquérito aponta que servidores agiam fora das atribuições legais da Abin, executando ações de vigilância, difamação e manipulação de informações para proteger os Bolsonaro de escândalos e desgastes.

• As ações visavam “neutralizar fontes de constrangimento” e preservar a imagem do então presidente e de seus filhos. Entre os 34 indiciados, estão o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Abin.

Relações privadas

• Allan Lucena, além de amigo próximo, foi sócio de Renan Bolsonaro. Ambos apareciam juntos com frequência em eventos e negócios. A inclusão de Lucena como alvo indica que a estrutura da Abin paralela também atuava para intervir em conflitos de interesse pessoal da família.

• Em 2021, Lucena foi citado em investigações sobre tráfico de influência envolvendo Renan Bolsonaro. Havia suspeitas de que usavam a relação para facilitar contatos entre empresários e o governo federal.

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