• O melhor do Brasil
Goiás perdeu nesta terça-feira (1º) um dos seus maiores talentos no humor gráfico. O cartunista Jorge Braga, 67 anos, morreu vítima de enfisema pulmonar.
Natural de Patos de Minas (MG), Braga construiu sua carreira e sua vida em Goiás, tornando-se uma referência nacional.
Em 2017, lendo a Folha de S.Paulo em um café na avenida Paulista, me deparei com uma frase que ficou gravada: José Simão, colunista e cartunista, definiu Braga como “o melhor cartunista do Brasil”. Como goiano, me enchi de orgulho.
Dois anos depois, tive a oportunidade de contar essa história ao próprio Jorge Braga, durante uma entrevista em vídeo para o Goiás24Horas. Ele sorriu, recordou a amizade com Simão, Ziraldo, Henfil e outros mestres do humor.
• O traço afiado
Braga era direto e ácido, como suas charges. Durante a entrevista, falou sobre a crise do jornal impresso, a política local e os desafios da profissão.
Não poupou comentários: elogiou Marconi Perillo, criticou a “ferocidade” de Ronaldo Caiado, estranhou a participação de Daniel Vilela na reforma trabalhista e lançou uma frase enigmática sobre Iris Rezende: “Não sei o que está acontecendo”. Ao final, me presenteou com uma charge feita ao vivo.
Com 52 anos de carreira, Braga publicou em veículos como O Popular, O Globo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Veja e até o The World News, de Orlando (EUA).
• Um legado
Em 1994, o Governo de Goiás eternizou seu nome com a inauguração da Gibiteca Jorge Braga, na Praça Cívica, em Goiânia. O espaço abriga mais de seis mil exemplares de histórias em quadrinhos e obras raras.
Sua morte deixa uma lacuna no jornalismo goiano.
Cristiano Silva
Editor

















