• Não tem votos, só gogó
Caiado (UB) está obcecado com essa história de pré-candidatura à Presidência. Rumina isso, respira, come e torra dinheiro público de Goiás com viagens para esse fim.
Porém, o descontrole e a ganância poderão derrubá-lo, pois decidiu atropelar o principal neste processo: a direita bolsonarista.
Em Lisboa, no evento promovido por Gilmar Mendes e apelidado de Gilmarpalooza, Caiado cravou: “com o Tarcísio haverá um ponto de divergência, porque eu também estarei no processo.”
Foi um recado direto, e com endereço certo: o atual governador de São Paulo, pupilo de Bolsonaro, nome de consenso na direita: Tarcísio de Freitas. — Lugar errado, hora errada para a fala.
• Pegou mal
A tentativa de se mostrar como a nova direita “limpa” pode até agradar a “Faria Lima” e ao centrão ilustrado. Mas não convence o eleitor conservador, que ainda tem memória — e repulsa por quem sorri ao lado de Gilmar Mendes e mira no próprio campo com fogo amigo.
• Bolsonarismo não quer Caiado, o PT quer
Ao mandar recado público para Tarcísio e desprezar Bolsonaro com uma frase ensaiada, Caiado não apenas rompeu com o bolsonarismo — ele tentou enganar sua base, como quem diz: “não rompi, só mudei de tom. Se fosse o Bolsonaro…”, sabendo que nunca será.
O eleitorado da direita não está engolindo as declarações políticas em um evento conduzido por Gilmar Mendes, enquanto Bolsonaro segue enrolado no STF. Detalhe: dividindo a única chance de derrotar a esquerda, pois em pedaços a direita perderá na largada.
Lula (PT) assiste com olhos cheios de lágrimas, como um leão que observa, sereno, sua cria selvagem espatifar a primeira ovelhinha.
Cristiano Silva
Editor

















