• Violência
Em apenas dois dias, Goiás registrou pelo menos três mortes violentas. Em Anápolis, Jakson da Rocha foi espancado até a morte na Praça do Ancião. Um dos autores confessou o crime, alegando uma dívida de drogas como motivação.
Em Goiânia, um homem foi morto a facadas no Bosque dos Buritis, local turístico e central da capital. No Jardim América, outro jovem foi esfaqueado após sair de uma casa de forró.
• Tráfico
Nos últimos meses, diversos assassinatos em Goiás têm como pano de fundo dívidas com o tráfico de drogas.
Em abril, um homem de 39 anos foi espancado até a morte em uma praça no Setor Morada do Sol por dever R$ 50 em entorpecentes.
Em janeiro, um jovem foi brutalmente executado em Bonfinópolis, também por conta de dívida com traficantes ligados a facção criminosa. Em ambos os casos, a Polícia Civil confirmou a motivação.
Nos episódios em que a polícia identifica os autores, o desfecho anunciado é “confronto e morte”. Mas até isso tem sido contestado, como no caso do “Pirata”, morto no Setor Jaó após filmar a própria execução.
O vídeo derrubou a versão de confronto divulgada por policiais do COD (Comando de Operações e Divisas) e levou à abertura de uma investigação que revelou indícios da existência de uma milícia atuando dentro do Comando.
• Propaganda de demagogo
Apesar dos fatos, o governador Ronaldo Caiado insiste em repetir que “não há um palmo de crime em Goiás”. Mas O estado está mergulhado em conflitos ligados ao tráfico, execuções, “tribunais do crime” e assassinatos por motivo fútil.
Caiado aprendeu, como qualquer demagogo, a estudar o desejo popular para se manter no poder. Sabendo que o povo clama por segurança, criou uma encenação institucional. Enquanto isso, Goiás segue marcado por execuções, torturas e a presença crescente do tráfico e das facções.
Cristiano Silva
G24H

















