• De Bolsonaro a Lula…
Quando rompeu com Bolsonaro em plena pandemia e levou Henrique Mandetta ao Palácio das Esmeraldas, Ronaldo Caiado não pensava nas vítimas da Covid-19.
Pensava nas câmeras da TV Globo, no protagonismo nacional. Seu gesto, pintado de “coragem moral”, foi na verdade mais uma jogada fria e ensaiada por visibilidade.
O mesmo chicote que açoitou o ex-presidente, é estalado para tentar atingir Lula (PT) custe o que custar. O Caiado que hoje tenta se vender como pré-candidato à Presidência é o mesmo que sempre se moveu à sombra da conveniência. Não é amigo de ninguém, só do próprio umbigo.
• Forjado entre picaretas
Forjado nas entranhas do centrão, entre anões do orçamento e mensaleiros de Brasília, Caiado nunca fez outra coisa senão política.
Uma política velha, egoísta, voltada ao seu próprio enaltecimento. Seu currículo é a galeria viva da politiquice: trinta e seis anos de palanque, cargos e narrativas mutantes.
Finge representar o agronegócio, mas o açoita com taxas e usa os problemas do Agro apenas como palanque eleitoral.
• Farsa
Enquanto Goiás figura entre os estados com mais casos de estupro, são três cidades goianas entre as 20 primeiras do país, Caiado insiste em vender uma imagem de estado pacificado.
Foram mais de 20 mil celulares furtados em Goiás durante 2024, mas ele diz que “não há um palmo de crime” no estado. Essa negação da realidade revela um projeto de poder, não de gestão.
• Uma vez oportunista…
Ao prometer “intervir” na embaixada americana sobre a taxação de Trump, Caiado ultrapassa o limite do ridículo.
Ele não é chanceler, nem presidente — é apenas governador de Goiás, e deveria governar.
Mas prefere posar como salvador da pátria de folhetim barato, em busca da próxima manchete. Ao Brasil não passa de mais um clássico “amigo da onça” de Péricles, um oportunista em campanha permanente.
Cristiano Silva
Editor

















