• Em cima do muro
Caiado, pré-aspirante ao Planalto em 2026, parece viver um dilema entre ser ou não ser: posar como “tigrão” diante da base bolsonarista ou continuar no modo “tchutchuca” quando o assunto é atacar diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sua ausência de posicionamento firme após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro escancarou essa ambiguidade.
Sobre a prisão de Bolsonaro, ele falou em “prejulgamento”, mas não citou o STF nem o ministro Alexandre de Moraes. Parece tentar agradar a todos, mas pode acabar não agradando ninguém.
• Camaleão
Após discursar no evento de Gilmar Mendes, famoso “Gilmarpaloosa”, em Portugal, Caiado tenta se reaproximar do bolsonarismo falando em anistia.
Mas há poucos meses, ao ser entrevistado no Canal Livre, da Band, foi direto ao afirmar que os “cabeças do 8 de janeiro” deveriam ser punidos.
Agora, com a temperatura subindo na direita, Caiado muda o tom. Afinal, para se manter na disputa pelo espólio eleitoral do ex-presidente, não basta discurso morno.
• Tigrão ou tchutchuca?
A prisão de Bolsonaro forçou um novo alinhamento: pré-candidatos à direita terão que tomar um lado.
No PL, o recado é claro: Tarcísio, Ratinho, Zema e Caiado serão cobrados a endurecer o discurso.
O Pastor Silas Malafaia, líder na direita radical, sem citar nomes, falou em “direita prostituta”, apontando para os governadores.
Pelo jeito a onça quer beber água e se quiser sobreviver à peneira radical da direita, Caiado terá que se decidir… ou ser lembrado como mais uma tchutchuca de terno bem cortado e é aí que mora o perigo.
Meninos, façam suas apostas!
Cristiano Silva
Editor

















