• Impacto global
Um estudo internacional publicado na revista Nature Climate Change aponta que o desmatamento em regiões tropicais está diretamente ligado ao aumento de temperaturas locais e à elevação da mortalidade humana.
Entre 2001 e 2020, cerca de 28.330 mortes anuais não acidentais foram atribuídas ao calor induzido pela perda de florestas, segundo pesquisadores do Instituto de Ciência do Clima e Atmosfera da Universidade de Leeds (Reino Unido), em parceria com a Fiocruz e universidades africanas.
• Regiões afetadas
O Sudeste Asiático lidera o ranking de impacto, com mais de 15 mil mortes por ano, seguido pela África tropical, com quase 10 mil, e pelas Américas Central e do Sul, com 2.520 óbitos anuais.
No período analisado, a cobertura florestal global perdeu cerca de 1,6 milhão de km², sendo 760 mil km² apenas na América Latina. Áreas desmatadas apresentaram aquecimento médio de +0,70 °C, mais de três vezes acima da média de regiões preservadas.
• Consequências diretas
O calor extremo associado ao desmatamento afeta sobretudo trabalhadores rurais e populações de baixa renda, que têm acesso limitado a mecanismos de adaptação, como ar-condicionado.
Apenas entre 2003 e 2018, 2,8 milhões de trabalhadores foram expostos a condições de calor acima dos limites seguros, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e queda da produtividade.

















