• A solução
Criado no governo de Marconi Perillo (PSDB) há exatos 26 anos, o Vapt Vupt nasceu como símbolo de desburocratização. Em outubro de 1999, foi inaugurada a primeira unidade no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia.
O programa oferecia em um mesmo local mais de 400 serviços, desde emissão de cédula de identidade, atestado de antecedentes criminais, carteira profissional, carteira nacional de habilitação, licenciamento veicular, entre outros.
A proposta era simples: rapidez e eficiência, atendimentos em minutos, com unidades modernas, servidores treinados e orgulho para os goianos.
• Retrocesso
Neste mês de aniversário do Vapt Vupt não temos o que comemorar. Desde que Caiado (UB) assumiu o governo, há sete anos e meio, iniciou-se um processo de desmonte.
O que antes era eficiência virou fila, espera e descaso. O governador não conseguiu batizar o Vapt Vupt como obra sua e, por isso, passou a persegui-lo.
É a velha birra política: o que ele não inventou, tenta apagar. Uma prática que nunca se viu em Goiás, onde governos anteriores respeitavam legados de gestões passadas.
• Propaganda cara
A marca de Caiado tem sido trocar placas, pintar prédios e vender como novidade o que já existia. Até a Polícia Militar virou “a sua polícia”, como se não fosse a mesma corporação formada por coronéis e comandantes que atravessaram governos.
É uma apropriação simbólica, sustentada por milhões em publicidade. Rádio, TV, jornais e internet se transformaram em vitrines para um governo que gasta mais com imagem do que com serviços.
• Caiado desmontou
Sem poder chamar o Vapt Vupt de “meu”, Caiado o desmonta. Em Jataí, o contador Adilson Oliveira Silva relatou gastar com estacionamento e ainda sair sem atendimento após três meses de espera para renovar um RG.
Em Anápolis, a situação é ainda mais grave: idosos chegam às sete da manhã e só conseguem atendimento no fim da tarde. Uma rotina de humilhação para quem mais precisa de respeito e celeridade.
O que era solução virou entrave. Quem perde não é o PSDB, nem Marconi Perillo. Quem perde é a população goiana, obrigada a pagar caro, enfrentar filas e voltar para casa sem atendimento. O desmonte é a verdadeira marca de Caiado.
Cristiano Silva
Editor

















