• Pega fogo…
Ao abrir fogo contra Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, Caiado implodiu o espaço que ainda tinha dentro da federação União Brasil–PP.
Partiu para o tudo ou nada com a delicadeza de um elefante dentro de uma loja de porcelanas: onde passa, sobra caco.
• Quem manda?
Sem habilidade de articulação, Caiado aposta no grito. No domingo (5), anunciou que discutirá a expulsão do ministro Celso Sabino do União Brasil, como se mandasse sozinho.
É o velho coronelismo com discurso novo, um homem de outro tempo tentando mandar num país que já mudou de século.
• Isolamento
A verdade é que ninguém mais o acompanha. Nenhum dirigente importante foi ao lançamento da sua pré-candidatura, em abril. Nenhum governador, nenhum aliado.
As pesquisas o mantêm congelado em 3%. Caiado fala para si mesmo, cercado de bajuladores que ecoam o próprio som do vazio.
• Vai tarde
Agora, o governador flerta com o Podemos — um partido pequeno, sem densidade nem musculatura nacional.
Um salto do poder para o isolamento. Caiado tenta impor respeito, mas coleciona portas fechadas e pontes queimadas.
A política o assiste, silenciosa, enquanto ele cava sua própria cova. No União Brasil mais a esquerda tem gente comemorando: “vai com Deus, Nossa senhora e o diabo atrás tocando viola”.
Como dizia Nelson Rodrigues: “Burrice é incurável e, em se plantando, brota mais do que Maria-sem-vergonha.” Talvez seja isso. Caiado apenas rega o que plantou.
Cristiano Silva
Editor

















