sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

Mabel e Caiado criam fake news sobre mandarem prender pessoas com tornozeleira que estiverem desempregadas em Goiânia. Esse é o papel do judiciário e dentro da Constituição, não de políticos

• Constituição é bobagem!

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB) e Caiado (UB) protagonizaram neste fim de semana um espetáculo de desinformação e autoritarismo ao divulgarem um vídeo nas redes sociais com uma promessa inconstitucional: prender novamente pessoas que usam tornozeleira eletrônica e estejam desempregadas.

O prefeito afirmou ter conversado com o governador e declarou que, “a partir de agora, quem estiver com tornozeleira e não estiver trabalhando vai ter que voltar para o presídio”.

• Mentira institucional

A fala, amplamente divulgada, é uma mentira perigosa. Nenhum prefeito ou governador tem poder legal para determinar prisão ou mudança de regime. Essa é uma atribuição exclusiva do Poder Judiciário.

Ao insinuar o contrário, Mabel e Caiado não apenas espalham fake news — mas atentam contra os princípios básicos da democracia e do Estado de Direito.

Políticos que tentam exercer funções de juiz ou promotor agem como ditadores, e não como gestores públicos.

• Populismo e desinformação

Ao usar o medo e o discurso da segurança pública como palanque, Sandro Mabel tenta criar uma imagem que não corresponde à realidade de sua gestão.

Em vez de políticas sérias de emprego, ressocialização ou segurança, o prefeito aposta no sensacionalismo e na mentira para ganhar manchetes.

A fala de Caiado e Mabel, além de inconstitucional, fere o artigo 5º da Constituição, que garante o devido processo legal e a presunção de inocência.

• Democracia em risco

Transformar tornozeleira em palanque político é brincar com o direito e com a vida de pessoas. Governos que usam a desinformação como instrumento de poder colocam em risco a própria democracia.

Goiânia e Goiás precisam de políticas públicas sérias — não de líderes que tentam enganar o povo com fake news travestidas de bravura. O Ministério Público e as plataformas digitais precisam agir: desinformação institucional também é crime.

Cristiano Silva
Editor

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