sexta-feira , 6 março 2026
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Caiado se enrola ao falar sobre o assassinato de Fábio Escobar

• Eis a pergunta

Durante um podcast nesta quinta-feira (30), o governador Ronaldo Caiado se enrolou ao responder sobre o assassinato de Fábio Escobar, ex-coordenador de sua campanha em Anápolis (GO) durante o ano de 2018.

Escobar foi morto em uma emboscada por policiais militares em 2021, após romper com o governo e denunciar Caixa 2 eleitoral e corrupção.

No banco dos réus estão Cacai Toledo, ex-presidente do DEM (atual União Brasil), e Jorge Caiado, primo do governador, ambos acusados de envolvimento direto no crime.

Dez pessoas foram mortas em queima de arquivo, todos os assassinatos envolvem policiais militares, entre as vítimas está uma grávida de 7 meses.

• Depoimentos graves

Três coronéis da Polícia Militar são testemunhas e denunciaram que foram procurados por Jorge Caiado e Cacai Toledo para executar Fábio Escobar.

O ex-comandante das Rondas Ostensivas Táticas Móvel ou Metropolitanas (ROTAM), coronel Benito Franco, afirmou que se recusou a participar e mandou a dupla “resolver o problema da correta”.

Já o coronel Newton Castilho, então chefe do Gabinete Militar no Palácio Pedro Ludovico, também se negou a participar e declarou que não fazia “serviços de pistolagem”.

Castilho citou ainda a primeira-dama Gracinha Caiado, que teria recebido Jorge em seu gabinete para tratar do assunto.

• Ficha falsa

De acordo com a Polícia Civil, foi criada uma ficha criminal falsa contra Fábio Escobar dentro da Secretaria de Segurança Pública.

O documento o descrevia falsamente como traficante e ladrão de carros. Áudios apreendidos do celular de Cacai Toledo mostram que Anna Vitória Caiado, filha do governador, teria recebido a ficha antes de sua ampla divulgação em Anápolis.

• Histórico violento

Ao ser questionado sobre o episódio, Caiado afirmou que sua família “nunca mexeu com pistolagem”.

Mas em Goiás, a história diz o contrário. Recentemente, por exemplo, a família do governador apareceu em disputas de terra em Santo Antônio do Descoberto (GO) com presença de capangas armados.

A fala de Caiado soa frágil diante dos fatos. E como diz o ditado: a justiça tarda, mas não falha. O julgamento do caso Escobar será primeiro no tribunal dos homens, depois na justiça divina.

Cristiano Silva
Editor

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