quinta-feira , 23 abril 2026
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Governadores da direita ignoram dor de mães evangélicas e fazem palanque com tragédia no Rio, avalia analista político

• Fé em luto

Um analista político avaliou que a operação policial que deixou mais de 130 mortos no Rio de Janeiro gerou forte impacto nas famílias evangélicas das favelas da Penha e do Alemão, onde a maioria das vítimas vivia.

Segundo ele, “a dor dessas mães evangélicas, que choram em cima dos caixões de seus filhos, está se espalhando pelas igrejas”.

O analista lembra que, mesmo quando há envolvimento com o crime, as famílias são inocentes — e agora se sentem traídas por governadores que aplaudiram a chacina.

• Palanque sobre corpos

De acordo com o analista, governadores da direita, entre eles Ronaldo Caiado (UB), tentam usar a tragédia como palanque político.

Eles se reuniram com o governador Cláudio Castro para demonstrar apoio à operação, criando um discurso de união entre os estados sem diálogo com o governo federal.

“É uma jogada política. Estão tentando montar um governo paralelo de segurança pública para capitalizar votos em cima da dor”, afirmou.

• Risco eleitoral

O analista alerta que a estratégia pode sair pela culatra. A maior parte das famílias afetadas é evangélica, e a comoção entre fiéis pode afastar esse eleitorado da direita.

“Esses governadores estão empurrando a bancada evangélica para o colo de Lula”, disse. Segundo ele, pastores que pregam nas comunidades relatam que “não dá pra aplaudir isso”, tem mãe chorando na igreja.