• Cercadinho de 3,2 milhões
Caiado (UB) mandou cercar um pequeno espaço de tela metálica no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, e anunciou o feito como “obra do Estado de Goiás”.
O cercadinho, segundo a placa oficial, custará R$ 3.235.353,73 e será entregue em 60 dias. Um valor absurdo, digno de manchete, e que revela o padrão de superfaturamento que se repete em várias frentes do governo Caiado.
• Matemática de palácio
O padrão é o mesmo aplicado ao Hospital do Câncer de Goiás (Cora), que vale cerca de R$ 300 milhões no mercado, mas custou R$ 2,4 bilhões aos cofres públicos.
A obra foi entregue a um velho aliado político de Caiado, Henrique Prata, e até hoje ninguém sabe explicar o destino detalhado de tamanha fortuna.
Agora, um cercadinho cercado de cifras repete a velha prática de transformar pequenas intervenções em grandes negócios.
• O esquema
É a mesma lógica aplicada às obras sem licitação da taxa do Agro, onde o governo estadual entrega bilhões a uma organização social criada sob medida, sem fiscalização, sem transparência e sem controle externo.
O modelo — agora barrado pelo STF — é o retrato da esperteza disfarçada de eficiência: o Estado repassa o dinheiro, a OS faz o que quer, e o contribuinte paga a conta.

















