• Bloqueio cautelar
Dez promotores de Justiça ingressaram com ação civil pública pedindo o bloqueio imediato dos valores de contratos firmados pela Goinfra e pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) em obras realizadas no município de Rio Verde.
O Ministério Público aponta que o bloqueio é essencial para proteger o erário e interromper pagamentos considerados irregulares a empreiteiras contratadas sem licitação.
• Pedro Sales em evidência
O presidente da Goinfra, Pedro Sales, aparece no centro da crise. Foi sob sua gestão que os termos de compromisso foram assinados com cooperativas e empresas privadas, dispensando licitação e abrindo espaço para a atual investigação.
Segundo o MP, o modelo de “parceria” adotado burla princípios constitucionais e permite o uso de recursos públicos fora do controle legal.
• O Agro na fria
Entre os beneficiados estão a Comigo e a Cereal S/A, gigantes do agronegócio regional, que agora se veem envolvidas em um escândalo de mais de R$ 327 milhões.
O Ministério Público afirma que o regime de compensação firmado pela Goinfra e Seinfra acabou “enfiando o agro em uma fria”, ao associar grandes produtores a contratos questionados por irregularidades graves.
• Lucros e prejuízos
O MP afirma que as empresas executoras — Eterc Engenharia, A3 Terraplanagem e Ética Construtora — receberam margens de lucro ilícitas em obras públicas, em desacordo com a lei.
O pedido de bloqueio patrimonial busca impedir novos repasses e garantir a devolução de valores desviados. Para os promotores, a medida é indispensável para preservar o dinheiro público e restaurar a legalidade administrativa.

















