• Minha milícia do Caiado
A Polícia Militar de Goiás nunca esteve tão aviltada, tão exposta e tão manchada quanto no governo Ronaldo Caiado (UB), onde alguns policiais legitimaram o direito de matar.
O assassinato do empresário Fabrício Brasil Lourenço, em 4 de outubro, em frente à própria pastelaria no Bairro Feliz, em Goiânia, é apenas a face mais recente de um modelo que estimula a violência como método: a necropolítica.
• Fardas do crime
Nas investigações, surgem policiais e até um coronel de alta patente, Alessandro Regys de Carvalho, da Casa Militar, alvo de busca e apreensão.
Também foram presos o 1º sargento Leneker Breno, da segurança do vice-governador Daniel Vilela, e o 3º sargento Tiago Lemes. Oficialmente, tudo ainda está sob apuração. Politicamente, vice-governador e governador não tocam no assunto. Voam por aí apenas algumas notinhas da Segurança Pública.
• Quando a exceção vira rotina
O caso soma-se a outros: policiais envolvidos em tortura e agiotagem em Luziânia; execuções no Setor Jaó com confronto forjado; a chacina de Anápolis, no caso Fábio Escobar, com 9 mortes e entre as vítimas uma grávida; além de operações que terminam, repetidamente, com PMs no banco dos réus.
• O discurso da PM “braba”
Caiado construiu sua identidade política da Polícia Militar “brava”, perigosa, mal. Daniel Vilela repete a retórica.
O resultado: servidores públicos, que estimulados pelo discurso da violência como virtude, perdem o controle. Surgem mercenários vestindo fardas, enquanto a instituição paga a conta.
A pergunta que permanece: quem vai assumir a responsabilidade por essa política da morte?
Cristiano Silva
Editor

















