sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

É preciso preservar o Ministério Público e extirpar promotores que estariam ligados a esquema criminosos para atacar adversários e favorecer Daniel Vilela

• Assédio judicial

Denúncia recebida pelo Goiás24Horas aponta a possível existência de um QG Jurídico, alinhado ao Gabinete do Ódio, voltado à judicialização em massa e geração de reportagens mentirosas em sites que recebem dinheiro público do governo Caiado, sob o comando do secretário Gean Carlo Carvalho.

A partir de janeiro de 2026, informações obtidas por uma rede especializada em devassas— prática que, se confirmada, pode configurar ilegalidade — seriam transformadas em ações sequenciais no Ministério Público.

O método levanta suspeitas de assédio judicial com objetivo de gerar desgaste público e insegurança jurídica contra adversários políticos de Caiado (UB) e Daniel Vilela (MDB). Promotores de Justiça estariam envolvidos na organização do crime eleitoral. Isto é grave!

• MP merece respeito

Caso haja agentes do Ministério Público no meio desse pântano político, o dano ultrapassa a arena eleitoral e alcança a própria instituição, cuja missão constitucional é a defesa da sociedade e da legalidade.

A simples suspeita já acende um alerta: o uso indevido da máquina estatal para fins políticos mancha a imagem do Ministério Público e exige apuração rigorosa pelos órgãos de controle. Preservar a instituição significa separar a função pública de eventuais desvios individuais.

• Estratégia política?

A denúncia sugere que o objetivo seria produzir fatos jurídicos, alimentar manchetes e municiar um sistema de comunicação alinhado ao governo estadual para beneficiar Daniel Vilela (MDB), vice-governador apoiado por Caiado (UB).

Se confirmada, a estratégia levanta perguntas inevitáveis: há coordenação entre comunicação política e ações judiciais? Há troca de favores? Quem fiscaliza? Quem paga? Quem recebe? De onde sai esse dinheiro?

Cristiano Silva
Editor

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