• Plano de fuga
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, condenado na trama golpista, rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Brasil rumo ao Paraguai.
A fuga ocorreu no último dia 25, a partir de Santa Catarina, em um carro alugado. O veículo foi carregado com pertences pessoais, além de itens para transporte e higiene de um cachorro, o que, segundo investigadores, sugere planejamento prévio e intenção de não retorno imediato.
As autoridades informaram que Vasques teria tentado embarcar rumo a El Salvador usando passaporte paraguaio com identidade falsa.
• Tornozeleira
Na madrugada do dia 25, por volta das 3h, o equipamento de monitoramento deixou de emitir sinal de GPS e, às 13h, também perdeu comunicação GPRS.
Quando agentes da Polícia Federal (PF) foram ao endereço, Vasques não foi encontrado e não foi possível confirmar se a tornozeleira permanecia no imóvel.
Diante disso, alertas foram acionados nas fronteiras. Informações apontam que ele ingressou no Paraguai e tentou seguir viagem para El Salvador, utilizando documentação paraguaia com identidade falsa.
• Câncer fake
Ao ser detido por autoridades paraguaias, Vasques apresentou um documento médico em espanhol alegando ser portador de glioblastoma multiforme grau IV, um câncer cerebral agressivo.
No texto, afirmou não conseguir falar nem ouvir, solicitando comunicação apenas por escrito, e declarou ter autorização médica para viajar, além de relatar radioterapia e quimioterapia realizadas em dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu (PR). Apesar disso, o próprio documento afirma que ele estaria lúcido e em condições clínicas de viajar.
Como mentira tem perna curta, o todo poderoso da Policia Rodoviária Federal do governo Bolsonaro foi capturado e entregue à Polícia Federal, na noite desta sexta-feira, na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).

















