• Nota vergonhosa
A reação da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás à agressão registrada em vídeo envolvendo o advogado Rodolfo Caiado, sobrinho do governador, causou perplexidade.
Ao classificar o episódio como “desentendimento e supostas agressões”, a entidade ignorou a covardia de Rodolfo no vídeo, adotou um tom que dilui a gravidade do ocorrido e ignora o impacto relatado pela vítima, inclusive sobre crianças que presenciaram a cena.
• OAB de joelhos
Rafael Lara, inventado pela filha de Caiado na OAB, não tem coragem de fazer justiça. Não tem pulso firme e é incapaz de punir Rodolfo.
Lara decidiu tratar a violência como fato da “vida privada”, a nota parece afastar a Ordem de sua função institucional de zelar pela ética, pela dignidade da advocacia e pela paz social. Violência física, ainda mais diante de menores, pode ser naturalizada?
• Dois pesos
A pergunta que ecoa é inevitável: haveria tratamento diferenciado por se tratar de um parente de Caiado? A igualdade de critérios não deveria ser regra, independentemente de sobrenomes e conexões políticas?
O Estatuto da Advocacia e o Código de Ética exigem conduta compatível com a honra da profissão.
Se Lara fosse um pouquinho mais sério, iria responsabilizar quando necessário que mancha a imagem da OAB e preservar a instituição — não ajoelhar-se ao poder. Isto é uma vergonha!

















