• Memória curta
Em 25 de outubro de 2024, Ronaldo Caiado ironizou Gustavo Gayer com uma frase pesada: disse que, com a Polícia Federal batendo à porta, foi a primeira vez que Gayer acordou cedo — “pena que não foi pra trabalhar”.
Irritado, Gayer reagiu em vídeo no domingo da eleição, chamou a fala de “idiota e infantil” e o governador de “canalha”, acusando perseguição eleitoral.
• Virou o jogo
Passou pouco tempo e o roteiro mudou. Hoje, Gayer aparece alinhado a Caiado, ignorando ataques recentes do governo contra o próprio PL.
O mesmo Caiado que investiu contra bases do partido, pressionou prefeitos a trocar de legenda e tentou enfraquecer o pré-candidato Wilder Morais.
Também não faltaram conflitos com deputados do PL, como Major Araújo e Eduardo Prado.
• Quem ganha?
A pergunta fica no ar: quem se beneficia dessa virada? O agro, que ouviu promessas e depois encarou taxa sem as melhorias prometidas? Ou acordos de bastidor que ajudam projetos pessoais?
Quando o discurso muda rápido demais, o eleitor vira número, estatística, massa de manobra. É legítimo perguntar se essa jogada serve ao povo goiano ou apenas a quem quer poder — custe o que custar.
Cristiano Silva
Editor

















