• Virada política
Após dizer um não bem redondo ao governador Ronaldo Caiado (UB) e ao vice-governador Daniel Vilela (MDB), o senador Wilder Morais confirmou sua pré-candidatura ao governo de Goiás e abriu uma nova fase dentro do PL (Partido Liberal).
Em evento realizado em Iporá (GO), Wilder foi direto: não apoia o projeto do MDB, partido de Daniel Vilela, por ser de esquerda, enquanto ele preside em Goiás um partido de direita.
• Estagnação
No discurso, Wilder lançou a principal tônica de sua pré-campanha ao afirmar que “Goiás precisa voltar a crescer”, numa crítica clara ao governo Caiado.
A frase carrega uma mensagem política forte: houve estagnação, paralisação e falta de obras estruturantes. Essa deve ser a linha central de enfrentamento: questionar onde está o crescimento prometido.
• Casa arrumada
Com a pré-candidatura confirmada, Wilder agora precisa reorganizar o PL. O partido vive um cenário de disputa interna, vaidades e interesses cruzados.
A volta de Magda Mofatto, com histórico de mando na legenda, com vídeos, fotos e os dois pés no governo Caiado já provoca ruídos.
Gustavo Gayer, deputado federal, apesar de ter sido duramente atacado por Caiado na eleição de Goiânia, hoje se derrete pelo projeto do governador. Contradição política ou conveniência eleitoral?
• Pulando galhos
O vereador Major Vitor Hugo segue a mesma trilha, oscilando conforme o vento. Em Anápolis, o prefeito Márcio Corrêa, recém-filiado ao PL, tem raízes no MDB e relação íntima com Daniel Vilela. A pergunta é simples: onde está o lastro ideológico dessa turma com o PL?
• Hora da decisão
Se quiser ser levado a sério como pré-candidato, Wilder precisa bater a mão na mesa. O PL tem projeto, tem nome e tem rumo. Ou se fecha com a pré-candidatura, ou sai do caminho. Não há mais espaço para jogo duplo, oportunismo ou pulos de galho em galho.
• Autoridade política
Organizar a casa significa cortar na própria carne, se necessário. Só assim Wilder mostrará que manda no partido, fortalece sua pré-candidatura e apresenta ao eleitor um projeto coerente. Sem isso, o PL corre o risco de virar linha auxiliar de Caiado.
Cristiano Silva
Editor

















