• Ódio a figura feminina
Por que atacar a figura feminina em vez da masculina? Essa é a pergunta que surge diante dos ataques do gabinete do ódio ligado ao governo Caiado, que agora tenta atingir a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira.
O episódio usado nas publicações envolve o filho da promotora, um homem de 26 anos, maior de idade e responsável pelos próprios atos.vPelo que se sabe, trata-se de um desacordo comercial, algo que pertence à vida privada de um cidadão adulto e não da mãe dele.
• Milícia digital da ditadura Caiado
A narrativa foi espalhada por veículos ligados ao chamado gabinete do ódio, formado por páginas e meios de comunicação que recebem anúncios pagos com dinheiro público e que passam a ser usados para atacar e destruir reputações a mando do próprio Caiado.
• Promotora investiga contratos do governo
Leila Maria atua no Ministério Público e acompanha investigações sobre contratos milionários do governo Caiado, por isso passou a ser odiada.
• Machismo letal
Mas a pergunta continua: por que a mãe? Os veículos ligados ao gabinete do ódio de Caiado vão contra aquilo que pregam todos os dias: a violência contra o gênero feminino. A escolha foi atingir exatamente uma mulher.
Este caso expõe o machismo deste governo. Em um momento em que o país discute o espaço da mulher na política e na liderança, tenta-se destruir a reputação de uma mulher que ocupa posição de autoridade no serviço público.
É impossível esquecer: o Brasil é um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. Ataques desse tipo apenas reforçam essa cultura de violência, ou o feminicídio de reputações.
Cristiano Silva
Editor


















